O botão do “Eita, lascou” ensina muito!

 

02 Set

Brasileiro deixa tudo pra última hora. Frase bem clichê, mas bem verdadeira também. É uma realidade. E nessa realidade, a gente pode extrair um importante aprendizado, tentando adapta-lo a outras situações, de preferência de maneira antecipada.

Já notou que sempre quando se está no limite de um prazo, a intenção, o foco e a intensidade para solucionar determinado problema aparecem de maneira muito mais forte? É uma espécie de botão, que nas urgências, aparece e parece um grande solucionador: o botão do “Eita, lascou!”. Quer ver?

“Eita, lascou”, o Natal é hoje a noite e não comprei presente! o que se faz? corre e compra!

“Eita, lascou”, o chefe marcou o prazo final de entrega do projeto amanhã de manhã bem cedo. O que se faz? Corre, vira a noite, acelera, pede ajuda e entrega.

“Eita, lascou”, os ingressos do show vão aumentar amanhã. O que se faz? compra hoje.

“Eita, lascou”, “Eita, lascou”, “Eita, lascou”... Pense num botão que funciona!

Mas se funciona com essa pressão pelo prazo, que tal sempre estabelecermos melhores prazos e cobrarmos melhor esses prazos? Esse senso de urgência precisa ser uma prática nas ações. De maneira proposital e não emergencial. Intencional e não no desespero. Com velocidade, não com pressa.

Quando se busca esse senso de urgência da maneira correta, quando se “aperta” esse botão de maneira antecipada e consciente, o poder de solução fica muito maior e com maior qualidade também.

Para isso, quanto mais foco, concentração e intensidade melhor. Além, claro, de trabalhar na priorização das suas ações.

Caso contrário, o botão amigo vira inimigo. Uma hora esse botão emergencial, deixado pra última hora, pode falhar. E aí, podem ser suas últimas horas na sua função. E aí, o “Eita, lascou” vai acabar sendo usado num outro contexto e com outro significado!