Um curso para a vida!

 

10 Fev

Um curso para a vida- Por Angélica Souza- Jornalista 

(@anginhasouza)

Em um sábado, de uma semana que antecede a folia de momo, com várias prévias e festas batendo à porta, o jornalista Diego Pérez reuniu uma turma formada por profissionais de diversos segmentos em uma manhã de aprendizado. O local não poderia ser mais agradável, o Sinspire, localizado no coração da cidade, no Bairro do Recife, onde lá fora uma troça chamava o para os festejos carnavalescos.

Entretanto, as pessoas que estavam ali ansiavam por conhecimento. E foi com uma prévia de “escutatória”, que o jornalista iniciou o bate papo, ouvindo cada um dos que se dispuseram a dedicar uma manhã de sábado ensolarada ao aprendizado de técnicas de “Como falar melhor em público”.

Com uma turma lotada, o curso recebia atletas, artistas, médicos, religiosos, estudantes... todos com um único objetivo: aprender mais sobre a vida. Sim, o curso de oratória ministrado por Diego Pérez vai além do propósito inicial, ele traz troca de experiências, compartilhamento de histórias de superação. Com teatro, música, stand up comedy, jornalismo, storytelling e jogos de improviso, a turma 2, do curso de oratória, recebeu a contribuição do psicólogo Diego Lima Gomes, que abordou temas sobre medo, fobias e como enfrentá-los, a fonoaudióloga Stella Brandão com técnicas e como preparar a voz para falar em público, o cantor e comediante Alex Victor com dicas de improviso, arrancando gargalhadas do público com histórias sobre sua vida e, para celebrar o Dia do Frevo, a cantora Nena Queiroga deu um show de simpatia e simplicidade, contribuindo não só com sua musicalidade e contando os segredos para manter a voz durante o período momesco, mas compartilhando experiências de vida, seus medos e desejos de mudança de vida.

Para o gestor esportivo Everton Café, o curso apresentou inovações, auxiliando nas relações pessoais e na forma de como melhor se comunicar. “O curso tem um bom conteúdo e, sem dúvida, irá fazer com que a gente possa saber melhor se portar nas relações pessoais e no momento de se comunicar, cuidando, entre outras coisas, da postura e da linguagem”, afirmou o gestor.

A cantora Nena Queiroga aproveitou o curso para expor suas fragilidade e confessar que, embora a profissão a faça vencer barreiras, a artista tem dificuldade em falar em público. “O curso de oratória me ensinou, entre tantas outras coisas, a tomar cuidado com as bengalas (linguísticas) - palavras ou interjeições enxertadas e repetidas no discurso – e esse curso me fez sair melhor em muitos aspectos da comunicação”, pontuou Nena.

Já a enfermeira Alessandra Medeiros, vai levar o curso para o campo profissional e social. “O que aprendi irá contribuir em minha vida, tendo em vista que tudo é relacionamento, seja no trabalho, no pessoal ou no social. Se não tivermos uma forma boa de se comunicar, não alcançaremos nossos objetivos”, explica. “As ferramentas apresentadas pelo Diego foram fundamentais. Aprendi bastante e até a superar a barreira do medo”, finaliza a enfermeira e professora de curso técnico.

A manhã encerrou com regras básicas que devem ser levadas pela vida. A arte de comunicar vai além de uma boa postura (corpo), da preparação mental para que o discurso atinja o seu público. O curso muito mais do que técnicas de como falar melhor em público, mostrou que o coração é a base da vida. E que, seja do jeito que for, de nada vale a perfeição de frases prontas e perfeitas, se não forem ditas com o coração. Assim como o mediador do curso, citou que o medo de comunicar é a forma negativa da fé – conf. Hb 1, 11s, onde fiz que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”, o curso pode ser resumindo em outra passagem bíblica lá de Coríntios. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria”.